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Saúde

Sexualidade não pode ser tabu no tratamento do câncer

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Cuidar do bem-estar durante o tratamento é também parte do processo de cura e busca pela remissão da doença

 

São Paulo, julho de 2019 –  é a soma da relação íntima, biológica e emocional de um indivíduo, compreendida pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como essencial para o bem-estar e qualidade de vida. E quando falamos sobre o tratamento do câncer não é raro que este tópico seja ainda um tabu, afinal, a prioridade é concentrar esforços na cura exclusiva da doença. No entanto, ao contrário do senso comum, parte deste processo é ter a visão da importância da qualidade de vida antes, durante e depois do tratamento.

São diferentes as reações e impactos tanto na sexualidade quanto na vida sexual depois do descobrimento de um câncer. “Em alguns casos mais extremos, pacientes passam por uma amputação do membro genital ou da mama. Em outros, o tratamento causa desbalanço hormonal, impactando até mesmo a alteração da autoimagem e autoestima, e tudo isso abala a sexualidade e, por conseguinte, o bem-estar desse paciente e seu companheiro. É preciso sempre pensar em formas de minimizar os impactos na vida social dessa pessoa, e sexualidade é social”, explica a psicóloga Alyne Braghetto, que integra o time do ambulatório de sexualidade do Centro de Oncologia e Hematologia da .

O ambulatório de sexualidade faz parte de uma das ações que visam cuidar do paciente de forma integrada e holística, tratando a doença e cuidando da vida. Para o oncologista Dr. Diogo Bugano, é um conceito que significa que não basta curar, mas lidar com as questões colaterais para que a pessoa não marginalize outras partes de sua vida, aprendendo a lidar com todas as difíceis questões que fazem parte do tratamento oncológico. “Além de curar é preciso estar bem”, completa. O atendimento funciona com um time especializado e multidisciplinar, composto por profissionais de Enfermagem, Psicologia, Oncologia, Ginecologia, Urologia e Fisioterapia.

“Trabalho há 14 anos com Oncologia e, nesse tempo, pude perceber que a sexualidade é algo muito singular, mas importante em todas as etapas da vida. Vai muito além do sexo, afeta a disposição, autoafirmação, autoestima e tudo isso toca a pessoa como um todo. Justamente por isso, a ideia do ambulatório de sexualidade é que além de dar suporte ao paciente e mostrar para que ele pode e deve falar e se importar com a questão, precisamos começar a conscientizar o corpo clínico da necessidade de se abordar o assunto e dar informação, caminhos e ferramentas para os pacientes, suas famílias e parceiros”, conta a enfermeira do ambulatório Sabrina Rosa de Lima Matos.

Além disso, com o avanço das tecnologias e medicamentos, as chances de remissão e de cura para determinados tipos da doença vêm aumentando. “Quem trabalha nessa área já está vendo na prática, e é justamente por isso que é preciso se empenhar também na vida do paciente depois do tratamento oncológico, ou seja, como reintroduzi-lo na vida cotidiana depois de tantas mudanças e, porque não, minimizar estes impactos durante o tratamento”, informa Dra. Andrea Maria Novaes Machado, ginecologista que também integra o time do ambulatório de sexualidade do Einstein.

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Estilo de Vida

Janeiro Branco: especialista Katherine Maurente alerta para o tratamento precoce de doenças psicológicas e emocionais

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Campanha Janeiro Branco destaca a importância da saúde mental

No primeiro mês do ano acontece a campanha Janeiro Branco, que tem como principal objetivo debater a saúde mental.

O projeto foi idealizado há 5 anos pelo psicólogo Leonardo Abrahão.

“Cuidar da saúde mental é tão importante quanto cuidar da física. Quando estamos doente fisicamente, logo, procuramos a ajuda de um profissional, o mesmo deve acontecer quando vamos mal emocionalmente”, disse a estudante de psicologia e enfermeira Katherine Maurente.

A especialista alerta para o tratamento precoce:

“Infelizmente, boa parte das pessoas só procura ajuda quando a ansiedade, depressão ou outros males da mente chegaram ao ponto de prejudicar significamento o seu dia a dia”.

Janeiro Branco e a saúde mental

Katherine também alerta que é importante evitar as doenças emocionais.

“Para que isso aconteça, precisamos nos conhecer melhor, buscarmos estar perto das pessoas que amamos e nos afastarmos das pessoas tóxicas, fazer atividades que nos dê prazer, evitar pensamentos negativos, sofrer por antecipação, entre outras medidas”, explica a profissional que ainda dá uma dica importante:

“Interaja mais com as pessoas, tenha mais amigos, não fique tantas horas nas redes sociais. Resumindo,viva a vida real”.

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Saúde

Conheça Camila Santos, uma das grandes especialistas em bem-estar de Recife

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Empresária no ramo da beleza e especialista em Saúde e Bem-estar do Casal Resolveu fazer novo investimento “Boutique Sensual” inovando todos os conceitos já existentes no mercado atual.

Mulher emponderada montou um negócio virtual dentro de dois meses estava com sua loja física e partindo para distribuição, palestras e treinamento de grandes marcas no mercado sensual como Feitiços, Sophie, santo e Soft love.

A especialista fala de sexo de maneira leve e alegre quebrando tabus e passando informações de uso até explicação das composições. Trabalha saúde e bem-estar do casal melhorando suas vidas, agregando valor e prosperidade.

Tem foco em dicas, inovação, autoconhecimento e curiosidades saiba mais e siga o Instagram oficial: idolovestore.

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Saúde

Outubro Rosa: O Câncer de mama pode desencadear depressão; saiba como é o diagnóstico e tratamento

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A especialista Katherine Maurente conta como a doença afeta o emocional do paciente

O diagnóstico de câncer de mama geralmente provoca um choque emocional na vida de pacientes, que precisam lidar com medos e incertezas.

Dados de um estudo do Observatório de Oncologia mostram que a chance de uma paciente com câncer de mama desenvolver a depressão chega a 25%, enquanto a prevalência da patologia é de 3,5% a 7% em todas as mulheres.

“A descoberta de uma doença nunca é algo fácil. No caso do câncer de mama além de gerar medo pela morte, existe também a questão da aparência.
Sendo assim, existe uma dificuldade muito grande em fazer o diagnóstico da depressão pois existe já uma tristeza após o diagnóstico do câncer”, explica a estudante de psicologia e enfermeira Katherine Maurente.

Segundo o manual diagnóstico e estatístico dos transtornos mentais ( DSM-V ), caracteriza-se como depressão pelo menos cinco ou mais dos seguintes sintomas persistentes por mais de duas semanas:

– Humor deprimido na maioria dos dias;
– Perda ou ganho de peso sem estar na dieta;
– Aumento ou diminuição do apetite;
– Insônia ou outros distúrbios do sono;
– Fadiga e perda de energia;
– Sentimento de inutilidade ou culpa excessiva ou inadequada;
– Capacidade diminuída de pensar, concentar ou indecisão;
– Preocupação com a morte e ideação ao suicídio;
– Crises de choro.

Segundo Katherine, geralmente os tratamentos são feitos com:

– Medicamentos;
– Psicoterapias;
– Terapias de grupo;
– Atividade física;
– Apoio familiar e de amigos
– Sempre praticar hobbies, como dançar, desenhar, pintar entre outros.

Siga Katherine em suas redes sociais:

Instagram: https://www.instagram.com/enf.katherine/

Facebook: https://www.facebook.com/Enfkatherinemaurentecoach

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